Pleonasmo Vicioso



May 29th at 7PM / 0 notes



Clareira

May 29th at 6PM / tagged: personal. / 1 note

Como será a manhã do dia seguinte? Do dia seguinte esse mesmo, diante de olhos.
Muitos olhos, não só os meus. Passam dias por entre as frestas, pelas janelas, dos carros, dos prédios, e fazem festa no meu pátio. Pátio das ideias.
Verde água. De verde água pintam o gramado, e o gramado suga o azul do céu estrelado. Sobe o sol, o grande Rei, e do seu pilar mais majestoso brilha o amor dele pelo universo, de uma ponta dos seus cabelos oleosos relampeja um rosa celeste, e d’outra o branco, a luz, a luz de que somos feitos e esperam todas as manhãs — mesmo sem saber — aqueles que acordam cedo.
Café da manhã fora, longe de ter amanhecido. Ainda é noite quando sugo o último gole, tomo meus passos no escuro pra me encontrar, um dia, com o dia. Parece tão frio, tão longe, tão solitário… Mas ao passo em que a cidade corre, a silhueta se apressa, eu acordo do transe, e ainda estou aquecida de cafeína. e amor do sol.  De Sol, solo, para Universo.
Eu não tinha motivos, é uma pena. Mas agora me sinto mais aliviada em pensar que pode ser um bom dia, longo dia, que eu me aqueça e o deleite me leite. Milady.  Pode ser que seja bom. Pode ser que seja
Claro. 




May 27th at 9PM / tagged: personal. / 0 notes

 Ô, olhos azuis, que me cegam lá no fundo. Oh, olhos azuis que me perseguem por trás de tudo. Eita, olhos azuis, tão brilhantes, que tens a me dizer? Vejo nos seus olhos o reflexo do meu indo, meu fui e meu é, gravado no contorno dessa íris.
Sou doce para esses olhos? Sou o escuro ensurdecedor?
Oh, olhos, onde me enxergam agora?
Agora vejo toda a confusão que estou criando. 




Para lembrar desse momento

May 27th at 9PM / tagged: personal. / 1 note

 Acho que sou do tipo que fica inerte.
Não sei se leio ou contemplo a natureza. Se me leio ou faço um mapa dos ramos e galhos dessas árvores. Caiu-me na cabeça um cotoco de semente, e guardei no lugar.
Para lembrar desse momento.
Não sei se escrevo, ou me enrolo nesse manto. Se viajo os olhos no céu caminham lágrimas e arrepios por minha pele. Me escondo atrás do livro e observo pessoas, ouço o silêncio meu, o silêncio delas, o silêncio do mundo, e da cidade, ao meio-dia, no bosque.




May 19th at 7PM / via: gimassieri / op: gimassieri / 3 notes

(Source: gimassieri)




May 19th at 7PM / via: gimassieri / op: insideoutnight / 2,767 notes



May 19th at 7PM / via: gimassieri / op: gimassieri / 1 note



May 19th at 5PM / tagged: til. jose de alencar. / 1 note

“E assim é tudo nela; de contraste em contraste, mudando a cada instante, sua existência tem a constância da volubilidade. Na vaga flutuação dessa alma, como no seio da onda, se desenha o mundo que a cerca; a sombra apaga a luz; uma forma devanece a outra; ela é a imagem de tudo, menos de si própria.”
Til — José de Alencar 




May 19th at 5PM / via: selfharmm / op: cutme0pen / 1,786 notes



Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

Receita para fazer um poema Dadaísta, Tristan Tzara




May 15th at 11PM / via: u-nlov3d / op: discolor3d / 16,016 notes

(Source: discolor3d)




(Source: undertheinfluence420)




(Source: timburtonmoviegifs)







(Source: hellyeahhorrormanga)

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Remember: Every 40 seconds somebody dies from suicide.